O mundo está vivendo um momento muito delicado, todos sabemos; mas
vamos pensar que estamos vivendo em meio a uma olimpíada, onde a
regra principal é ficar em casa ou sair com todos os cuidados, mas
nesta olimpíada não terá prêmio para o 3º lugar, não terá
prêmio para o 2º lugar, pois todos iremos romper a fita imaginária
do isolamento juntos, o mundo será nosso pódio, seremos todos
campeões, sei que tivemos muitas perdas, mas é exatamente para
honrar estas perdas que devemos continuar firmes e demonstrar que
nada disto foi em vão. Tem uma coisa que é necessário guardar
neste momento, façam estoques de abraços, guardem todos os seus
abraços, os meus estão guardados, sei que no dia 22 de maio não
será possível, mas quando tudo isso acabar, vou dar todos os meus
abraços, mas vou querer receber muitos também; e agora,
parafraseando Chico Buarque, “Agora eu era o rei, era o bedel e era
também juiz, e pela minha lei a gente era obrigado a ser feliz”.
segunda-feira, 4 de maio de 2020
quinta-feira, 30 de abril de 2020
Abraços Guardados
Há gerações que cresceram acostumadas com o contato físico
afetuoso; que dançavam juntos e até de rosto colado, bons tempos; a
atual geração está adaptada a uma vida no mundo virtual, mas todas
as gerações gostam de um aperto de mão, de um abraço, de um
beijo... pois estes prazeres nos são apresentados desde do nosso
nascimento. Quando garoto, ouvia de vez em quando que alguma
conhecida da família estava em quarentena; era um momento de
confraternização e de muita alegria, as pessoas visitavam a
família, sobretudo o bebê e a mulher que acabara de dar a luz e,
naquele momento, os avós eram as personagens de participação
fundamental; atualmente a quarentena não nos traz os mesmos
sinônimos, os avós desta vez não podem embalar os bebês, não
podem confraternizar com as visitas; os netos deixaram de ser um
presente para se tornar uma ameaça.
Uma
parte da população, agora vivendo em um isolamento, está se
adaptando a uma vida virtual, independente da geração; outra parte,
aquela que não possui acesso a este tipo de “vida” está tendo
que recriar um ambiente familiar que torne menos penoso o afastamento
social.
Algumas
palavras tem sido ditas repetidamente nos veículos de comunicação,
“pandemia, epicentro, fique em casa...”; sem dúvidas estamos
todos envolvidos em um clima muito diferente da quarentena do meu
tempo de garoto; quando tudo isso passar muito provavelmente o mundo
não será mesmo, pode ser que sejam criados epicentro do abraço,
epicentro do carinho, epicentro do afeto… e aí a mensagem talvez
seja; não fique em casa, saia e abrace.
Seria
muito bom poder dizer que amanhã as pessoas poderão se reunir nas
praças, nos clubes, em suas casas para darem os abraços que estão
guardados; por mais triste que seja seria bom pra muita gente até
mesmo ouvir que podem fazer o funeral das pessoas que lhes são
próximas, mas diferente da quarentena do meu tempo de menino que
tinha data de início e fim, estamos lidando com incertezas, pois
mesmo quando tivermos a notícia que estamos livres; como iremos
agir? Será que este distanciamento ira nos aproximar ou será que
teremos medo de nos manifestar afetuosamente? Será que aprenderemos
que o maior estoque que temos que fazer em momentos como este é o de
humanidade? E como as pessoas irão reconstruir suas vidas? São
questões subjetivas para as quais só teremos respostas quando
pudermos viver a concretude do final deste período.
Independente
da geração todos já aprendemos que qualquer que seja a classe
social, a etnia, o sexo, a idade…. Estamos expostos aos mesmos
efeitos e necessitamos utilizar os meios disponíveis para que o
período seja vencido sem maiores prejuízos, no que diz respeito ao
estado psicológico de cada um, pois se no início disto tudo algumas
pessoas eram ilhas hoje somos um arquipélago.
Talvez
aprendamos que não requer contato físico o ato de estender aos
mãos; que o mundo está em uma olimpíada onde a regra principal é
o isolamento onde cada um de nós é um juiz e ao final o pódio terá
que ser do tamanho do mundo pois todos queremos estar lá, todos
estaremos lá e como prêmio todos poderão dar para o outro o que
está guardado todo este tempo; abraços, abraços e abraços.
terça-feira, 21 de abril de 2020
M de mãe, M de mulher
Mães, mãe menina, mãe madura, mãe madame, mãe mendiga, mães,
mães mulheres mulheres mães, minha mãe Maria, mulher magnífica,
misericordiosa, minha mulher Maria, mãe mandona, marrenta mas
manhosa, meiga, minhas maninhas, mulheres molecas, malandrinhas…. maluquinhas mesmo.
Muitas mulheres muitas mães, merecem muitos marços, muitos maios… merecem
muito mais meses. Mãe, maínha, mamis, mama, mother, muitas maneira, mencionaria muito mais, minha mestra, majestade, mulher maravilha. Misóginos machucam mulheres, maltratam mães…. monstros miseráveis... muitas mães, muitas mulheres, mostram-se mártires... mães municipais, mães mundiais, muitas mereceriam moedas
marcadas mencionando, mães mulheres mil, mil? Mixaria, migalha,
melhor milhões. Mãe, mulher, missão melindrosa, mas maravilhosa, missão mágica, mantém modéstia,
mantém maestria, mesmo mediante moléstia, maledicência, mostram-se
muito mais metódicas meramente mensurando momentos, mas
manifestando-se moderadamente. Mães morrem, minha mãe morreu, mas
minha mente mantém momentos marcantes, minha memória minha muleta;
meu mandamento, mantenham melhores momentos, momentos memoráveis,
mães merecem. Mentalizemos, mães, madrastas, mulheres, maridos,
mancebos, meninos, meninas, mãos mutuamente mobilizadas marchando,
manifestando-se, mães, mulheres, mundo maiúsculo, mundo melhor; mulheres maíuscula, mães maiúscula, mundo melhor.
Manifestação milagrosa. Mães, mulheres, merecem mesmo muitas
manifestações, mantém mistérios, mistérios mirabolantes,
modificando-se minunciosamente… menina, moçoila, mulher, mãe,
magnífica metamorfose. Mães, metaforicamente minhas melodias, minhas músicas, meu mundo... minhas
mães.
domingo, 17 de setembro de 2017
A Fada de Algodão
Olá Pessoal,
Está previsto para final de outubro/17, no Brasil e em Portugal, a publicação do meu livro A Fada de Algodão, o lançamento deverá acontecer em novembro deste ano, divulgarei a data do evento, quem não puder comparecer poderá adquirir o livro nas livrarias físicas ou online. Conto com vocês.
sábado, 5 de março de 2016
A Vale A
Avaliei antes, avalio agora, avaliarei amanhã; avaliar, avaliar avaliar... avaliamos alunos adolescentes, alunos adultos.... admitamos; algumas avaliações abandonam as articulações autênticas, acessórios ali apropriados ao avaliador, assim apelo: aumento ao afeto, aumento a afinidade; atributos aqui absolutos às análises, às averiguações; atos, antes avessos ao aprendizado; antigamente aulas!?, aprendizado!?, apenas aos alunos afortunados,... agora; aos aborígenes..., aos afros..., açoite, açoite; alguns aprendiam assistindo aulas, alguns aprendiam apanhando, açoitados, agonizando... acudidos, amparados, atendidos artificialmente após a abolição... aos antepassados apenas agricultura, algodão, açoites, acreditava-se; apanhar acalma a alma; após a Áurea ainda acontecia abandono, agressividade, acomodamos? Alienamo-nos? Acostumamos a apanhar? Absurdo! Após a Áurea andamos afoitos, agitados; afirmo aqui, agora acordamos! Agora acreditamos, aconteceremos! algumas ações ajudam a amenizar as angústias; autoridades! ações afirmativas, aspas, ações afirmativas abonam, apagam atitudes atribuídas aos algozes antigos? Alguns avaliadores acomodam-se, alguns até arrependem-se, alguns aprendem avaliar; avaliem as atitudes árduas, aconteceram ações assassinas! Ações absurdas, ações autoritárias autoridades! Alunos agora apresentam aptidões antes adormecidas; alguns alunos afrontam aulas adversas a acontecimentos atuais; ameaçam arrancar antecipadamente a atenção; abaixo as aulas antipáticas! abaixo a algumas aflições! aposentem ações antiquadas! adicionem amor, alegria, atenção, afetividade, apoio..., ao anexarmos adjetivos apropriados às avaliações abertas, aferiremos assim a autonomia; a almejada autonomia, a autenticidade; antes alimentávamos as angústias, adoecíamos, agora aprendemos a abrir as algemas, arrancar as amarras, amadurecemos, amanhã aprenderemos a amar aos algozes, aos avaliadores arcaicos; amanhã, apenas amanhã, aí até algozes absolvidos aprenderão a amar, assim anunciaremos, agora aprendemos a avaliar. Abraços aos avaliadores, aos avaliadores antenados; abraços aos amigos, abraços aos alunos.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Pedagogiando
Por
que Pedagogo? Por que Professor? Pedagogo pedagogo, Professor
professor, porém professor, pedagogo, pais, podem promover projetos
preparando pessoas para poderem praticar políticas públicas, pois
políticas privadas privilegiam pequena parte populacional, progresso
prejudicado, padronizar porém pode parecer proibição, pode parecer
passar
pelo problema propondo perspectivas pouco prováveis, podemos preparar
provas para persuadir, provas para personificar pessoas? Proibido! Proibido pressionar, pois precisamos permanentemente pesquisar
procedimentos psicológicos para propiciar personalidade. Professor,
pedagogo, pais podem pagar preço pesado por preparem pessoas
preguiçosas, pessoas presunçosas, pacatas... perigoso pois
provavelmente podem proporcionar políticos para praticarem
politicagens, políticos pelos palanques prometendo paraíso para
professores, pedagogos, pais; parem, podem parar! Podemos
pressentir palhaçadas; propomos participação positiva para
partilhar pensamentos, propomos PNE, precisamos porém pavimentar
percursos por planos, PIB, pré-sal... posso perguntar? Progrediremos?
Posso, portanto proferir, Piúma pode, pautados por planos,
parâmetros, planejamentos, por pluridisciplinaridade propiciar
projetos, programas... pois professor, pedagogo, pais podem palpitar,
preparando palavra por palavra, parágrafo por parágrafo, página
por página, porque precisamos paciência, persistência,
perseverança, precisamos paixão por práticas pedagógicas para
pensarmos projetos, para pregarmos pensamentos, precisamos Piagets,
Paulos, PROUNIS, please, please, precisamos procurar parcerias... pensemos: Piúma pode, professores podem, pedagogos podem,
pais podem... permitam-me propor para Piumenses, para pessoas
pensantes; Piúma pode progredir pois possue professores, pedagogos,
pais prontos para produzir painéis pregados por problemas porém
preenchido por persistências pactuadas pelo projeto político
pedagógico, pois projeto político pedagógico problemático
padecerá, pêsames, passado, proponho participação popular para
produzirmos projetos progressivos, projetos prestigiados por procedimentos
psicolinguísticos, psicossociológicos, psicopedagógicos...
presunção? Pode parecer, pode parecer poesia; primamos pelo
presente, porém poderemos prever paisagens pintadas por processo
participativo, pinturas prazerosas para população. Pessoas
pronunciarão, Piúma pôde, Piúma pode, Piúma Poderá; posso parecer paranoico
porém pronunciarei: parabéns professores, parabéns pais,
puxa!!! Parabéns Piúma.segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Músicas Onomatopédicas
Estamos vivendo uma era onde as novas gerações possuem
acessos a tecnologias que a minha nem mesmo sonhava, mas me deparo diante de
uma incógnita; seria a cultura atual mais rica do que as de outrora? Por ser
cultura um campo vasto vamos nos ater apenas no campo musical, as vezes fico na
dúvida se estou ficando velho e por isto não consigo alcançar as intenções de
alguns compositores que conseguem fazer sucesso com letras que nomeio de
músicas quase onomatopédicas, ou se realmente estas músicas não trazem mensagem
que valha a pena fazer uma análise e buscam apenas o objetivo de produzir um
meio para propor um entretenimento e ao mesmo tempo melhorar consideravelmente
o saldo bancário dos envolvidos em músicas com letras como: Ei sei fazer um
lê lê lê, Eu quero tchu eu quero tcha, É o tche tche rê rê tê tê, Bará bará
bará berê berê berê.
Não sou favorável a
censura, mas acredito que as escolas podem e devem fazer um trabalho que leve o
aluno pensar a música como uma forma de cultura na melhor essência da palavra,
devemos sim mostrar que a letra é tão importante quanto o ritmo, pois eram
exatamente através das letras musicais que os artistas se manifestavam para
lutar contra a ditadura, isto foi muito importante para que conseguíssemos a
liberdade de expressão que temos, mas ainda me questiono se a ditadura acabou
ou se ainda existe de forma velada, pois o que vejo são indústrias fonográficas
determinando quem vai fazer sucesso, posso citar como exemplo as duplas
sertaneja que cada ano somos surpreendidos por uma na ponta do sucesso, nada
contra estas duplas até por que existem muitas duplas com letras inteligentes
com verdadeiras poesias, mas precisava citá-las como exemplo para poder
acrescentar que a indústria fonográfica utilizou de outra metodologia e
resolveu apostar nos cantores solo; Gustavo Lima, Luan Santana, Michel Teló,
etc, algumas duplas percebendo ou orientadas pelo sistema acabaram se
dissolvendo e se lançaram solo também; bom mas em dupla ou em solo a referida
indústria está investindo mesmo nas músicas onomatopédicas, então se quisermos
fazer sucesso deveremos fazer composições repletas de tic tac, ou toc toc.quarta-feira, 13 de junho de 2012
O Diálogo e a Maturidade
Quando o diálogo e a maturidade
se dão as mãos produzem como resultado o entendimento; até chegarmos ao tão
sonhado entendimento passamos por percalços que podem abalar as estruturas se
estas não estiverem bem alicerçadas e estes alicerces são construídos
juntamente com a formação educacional de cada cidadão, em face a uma boa
educação estaremos mais preparados a conduzir e nos deixar conduzir em um
diálogo que beneficiará a relação e a esta forma de condução é o que chamo de
maturidade, mas infelizmente atingir a idade adulta não é sinônimo de ser
maduro. O adulto mal alicerçado acaba deturpando muitas vezes o processo de
entendimento pois no meio do caminho tenta induzir o interlocutor a concordar
com suas colocações, mas até mesmo isto faz parte de um crescimento que ocorre
quando, sem hipocrisia, aceita-se os seus erros pois é desta forma que se acerta.
Você já buscou o diálogo com o seu desafeto? O diálogo trouxe um entendimento?
Por que? Estas questões podem ajudá-lo a conviver melhor com o outro e
também com o seu eu. Pense nisto.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Medo de ser Homem
Muitos adolescentes compadecem deste medo e acabam se utilizando do artifício de tentar ser o mais engraçado da turma, as vezes conseguem e as vezes acabam se tornando “o bobo da corte”, o que em muitos casos serve como apropriação dos mais espertos para transformá-los em chacotas; assim acaba surgindo o que chamo de bullying consensual proposto pelo subconsciente, claro que este tipo de bullying também deve ser rechaçado ao mesmo tempo em que deve-se fazer um trabalho psicopedagógico com os alunos, vítimas de sua própria covardia e das ações daqueles que arraigados de uma perversidade que até poderemos chamar de infantil se aproveitou da fraqueza alheia, em relação aos praticantes destes atos há de se fazer um trabalho em que culmine com a percepção do mal causado, não só a quem diretamente tenha sido vítima mas também à família da mesma, pois nenhum pai quer ver seu filho achacado e quando este percebe que a situação se deu por falta de ou por atitudes que corroboram para o evento, acaba se sentindo fracassado e impotente pois geralmente está tão comovido com a situação que não sabe como agir e na maioria das vezes utiliza expressões ofensivas diante da teimosia natural de adolescente. Ao se fazer um trabalho voltado para este tipo de realidade é fácil perceber que as vítimas em sua grande maioria são adolescentes dotados de uma inteligência invejável ao passo que os provocadores do ato nem sempre possuem discernimento entre os seus atos e as consequências destes.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
O Álibi
Tive a honra de ter este texto publicado no livro Voz do Professor em 2005, uma produção UFES ne@ad/cre@ad

Ana Alice era uma professora que quase sempre esquecia de fazer a chamada, um dia comentou com sua colega:
_ Esqueci de fazer a chamada do 3º A.
_ Deixa de ser boba, coloque presença para todos e pronto.
_ É isto mesmo que vou fazer.
Isto acabou tornando uma praxe na vida de Ana Alice. Nesta turma havia um adolescente de índole nada confiável, Paulo, que nutria um certo rancor pelo filho da professora, o Luís, que também estudava na escola, aliás na mesma turma. O motivo do desafeto era Cristina, com quem Luís mantinha um namoro e que outrora fora namorada de Paulo. Um dia Paulo e Luís faltaram as aulas e durante este período Ana Alice recebeu a visita de um policial com a triste notícia do assassinato de seu filho, Luís. O principal suspeito, Paulo, com quem, inclusive, a polícia encontrara a arma do crime, uma faca suja de sangue; foi a julgamento e tudo pesava a favor de sua condenação quando o advogado de defesa proferiu as seguintes palavras:
_ Meritíssimo, Senhores jurados, gostaria de fazer umas perguntas ao diretor daquela instituição de ensino.
O juiz concedeu.
_ Srº João, o senhor como diretor daquela escola pode me dizer o que é isto que está em minhas mãos?
Disse isto mostrando um diário de classe e assim respondeu o diretor.
_ Só mais uma pergunta, de quem é este diário?
_ Da professora Ana Alice, mas onde o senhor quer chegar...
_ Meritíssimo gostaria de dispensar o Sr João, muito obrigado Sr João, e gostaria que dona Ana Alice se aproximasse para analisar o diário.
_ Protesto meritíssimo, retrucou o promotor de justiça.
_ Só quero esclarecer os fatos meritíssimo.
_ Protesto recusado, ditou o juiz. Prossiga.
_ Dona Ana Alice de quem é este diário?
_ Qual a relação disto com a morte do meu filho? Perguntou em prantos.
_ Dona Ana por favor responda a pergunta do advogado, por favor doutor repita; espero que tenha fundamento toda esta situação criada - Disse em tom ameaçador o juiz.
_ Dona Ana Alice de quem é este diário?
_ É meu - respondeu a professora.
_ Senhores jurados, não preciso de mais perguntas, pois todos aqui sabem muito bem que o diário de classe é onde estão pautadas a vida do aluno, vamos dar uma olhada no dia 08/11/2004.
_ Peço aos senhores para darem uma olhada no número 23, digam-me, refere-se ao nome Paulo Antunes dos Reis?
Os jurados confirmaram balançando a cabeça positivamente.
_ Peço uma última coisa aos senhores, o número 23, ou seja, Paulo Antunes dos Reis está com presença neste dia?
Novamente os jurados confirmaram.
_ Então senhores, não resta dúvida que meu cliente é inocente pois consta nos autos que a vítima foi assassinada às sete e trinta da manhã do dia 08/11/2004 e como os senhores disseram, o meu cliente estava neste horário, aliás das sete as nove, uma que vez dona Ana Alice lecionou duas aulas seguidas, portanto peço que Paulo, que já foi inocentado por dona Ana ao confirmar ser a professora responsável pelo diário, seja também inocentado por vocês.
Depois de muito se discutir o juiz deu o veredicto.
O jovem Paulo Antunes dos Reis foi inocentado com unanimidade dos votos. Um ano depois a professora Ana Alice viajava pelo estado dando palestra sobre a importância de se fazer chamada.

Ana Alice era uma professora que quase sempre esquecia de fazer a chamada, um dia comentou com sua colega:
_ Esqueci de fazer a chamada do 3º A.
_ Deixa de ser boba, coloque presença para todos e pronto.
_ É isto mesmo que vou fazer.
Isto acabou tornando uma praxe na vida de Ana Alice. Nesta turma havia um adolescente de índole nada confiável, Paulo, que nutria um certo rancor pelo filho da professora, o Luís, que também estudava na escola, aliás na mesma turma. O motivo do desafeto era Cristina, com quem Luís mantinha um namoro e que outrora fora namorada de Paulo. Um dia Paulo e Luís faltaram as aulas e durante este período Ana Alice recebeu a visita de um policial com a triste notícia do assassinato de seu filho, Luís. O principal suspeito, Paulo, com quem, inclusive, a polícia encontrara a arma do crime, uma faca suja de sangue; foi a julgamento e tudo pesava a favor de sua condenação quando o advogado de defesa proferiu as seguintes palavras:
_ Meritíssimo, Senhores jurados, gostaria de fazer umas perguntas ao diretor daquela instituição de ensino.
O juiz concedeu.
_ Srº João, o senhor como diretor daquela escola pode me dizer o que é isto que está em minhas mãos?
Disse isto mostrando um diário de classe e assim respondeu o diretor.
_ Só mais uma pergunta, de quem é este diário?
_ Da professora Ana Alice, mas onde o senhor quer chegar...
_ Meritíssimo gostaria de dispensar o Sr João, muito obrigado Sr João, e gostaria que dona Ana Alice se aproximasse para analisar o diário.
_ Protesto meritíssimo, retrucou o promotor de justiça.
_ Só quero esclarecer os fatos meritíssimo.
_ Protesto recusado, ditou o juiz. Prossiga.
_ Dona Ana Alice de quem é este diário?
_ Qual a relação disto com a morte do meu filho? Perguntou em prantos.
_ Dona Ana por favor responda a pergunta do advogado, por favor doutor repita; espero que tenha fundamento toda esta situação criada - Disse em tom ameaçador o juiz.
_ Dona Ana Alice de quem é este diário?
_ É meu - respondeu a professora.
_ Senhores jurados, não preciso de mais perguntas, pois todos aqui sabem muito bem que o diário de classe é onde estão pautadas a vida do aluno, vamos dar uma olhada no dia 08/11/2004.
_ Peço aos senhores para darem uma olhada no número 23, digam-me, refere-se ao nome Paulo Antunes dos Reis?
Os jurados confirmaram balançando a cabeça positivamente.
_ Peço uma última coisa aos senhores, o número 23, ou seja, Paulo Antunes dos Reis está com presença neste dia?
Novamente os jurados confirmaram.
_ Então senhores, não resta dúvida que meu cliente é inocente pois consta nos autos que a vítima foi assassinada às sete e trinta da manhã do dia 08/11/2004 e como os senhores disseram, o meu cliente estava neste horário, aliás das sete as nove, uma que vez dona Ana Alice lecionou duas aulas seguidas, portanto peço que Paulo, que já foi inocentado por dona Ana ao confirmar ser a professora responsável pelo diário, seja também inocentado por vocês.
Depois de muito se discutir o juiz deu o veredicto.
O jovem Paulo Antunes dos Reis foi inocentado com unanimidade dos votos. Um ano depois a professora Ana Alice viajava pelo estado dando palestra sobre a importância de se fazer chamada.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Universo do Leitor

Muitos educadores tentam encontrar um meio de despertar o prazer pela leitura nos educandos, mas talvez deva-se levar em consideração que o gosto pela leitura esteja diretamente ligado ao universo do leitor, nas séries iniciais estes educandos possuem um conhecimento empírico quase uniforme, o que possibilita generalizar o objetivo em relação à literatura, por isto o progresso nesta área seja melhor atingido nesta fase; depois que atingem uma certa idade o universo passa a ser variado pois cada educando conquista conhecimentos diversos e consequentemente interesses diferentes, assim o correto nesta fase seria indicar textos que façam parte do seu mundo. Na verdade não existe uma receita para se motivar o hábito da leitura mas este é um caminho.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Desevolução romântica

Na vida existem vários momentos poéticos, romântico mesmo, porém esta poesia era muito mais gritante em outros tempos, tempo onde o casal flertava, onde o homem cruzava o salão para convidar a dama para dançar, também era poesia quando a dama dava a chamada tábua, tempos onde o homem usava dos mais variados recursos para conquistar sua amada, os amigos eram amigos no sentindo mais puro da palavra, "amigo de fé e irmão camarada", e hoje, por que estamos nos distanciando desta poesia? O que impede que dancemos de rosto colado com a namorada e falamos palavras bonitas ao seu ouvido?
Não é proibido "ficar" com ninguém, antigamente o nome era paquerar, o sentido é o mesmo pois nos dois casos fica implícito que não existe um compromisso sério, mas mesmo para paquerar havia todo um ritual romântico diferentemente do ficar de hoje que só depois é que vão perguntar o nome e etc... A poesia mudou ou eu e toda minha geração ficamos caretas? Quem ou o que proporcionou esta mudança? Quando jovens pensávamos até que poderíamos mudar o mundo e os jovens de hoje têm lutado por qual causa?
Temo que esta desevolução, espero estar errado ao empregar este termo, torne a vida de meus filhos e meus netos menos prazerosa, por isto seja você da geração cola-cola ou da geração nintendo, não importa, ame, mas ame com toda a verdade do seu coração.
Não é proibido "ficar" com ninguém, antigamente o nome era paquerar, o sentido é o mesmo pois nos dois casos fica implícito que não existe um compromisso sério, mas mesmo para paquerar havia todo um ritual romântico diferentemente do ficar de hoje que só depois é que vão perguntar o nome e etc... A poesia mudou ou eu e toda minha geração ficamos caretas? Quem ou o que proporcionou esta mudança? Quando jovens pensávamos até que poderíamos mudar o mundo e os jovens de hoje têm lutado por qual causa?
Temo que esta desevolução, espero estar errado ao empregar este termo, torne a vida de meus filhos e meus netos menos prazerosa, por isto seja você da geração cola-cola ou da geração nintendo, não importa, ame, mas ame com toda a verdade do seu coração.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Válvula de escape
Muitas vezes buscamos nos apoiar em outras pessoas para poder suportar de forma menos dura algumas situações a que somos submetidos, mas não paramos para pensar que quando buscamos estes apoios, na maioria das vezes, estamos usando o outro de uma maneira bastante egoísta, sem se dar conta que tal sentimento possa ter aflorado de dentro da gente, e esta situação ocorre não só quando partimos para um outro relacionamento amoroso, mas até mesmo quando tomamos a atitude de adotarmos uma criança, pois na maioria das vezes pensamos como aquela criança poderá ser importante para nós, e em geral não nos perguntamos o quão importante podemos ser para ela, nem que seja por uma só vez, sempre chega o momento em que seu sentimento em relação ao adotado é colocado à prova, e é neste instante que descobrirá se o seu sentimento não era apenas uma válvula de escape.domingo, 22 de novembro de 2009
A ALMA DO NEGÓCIO

Oi pessoal, fiquei um tempo sem publicar nenhum artigo no blog, pois estava envolvido em outros eventos, entre eles os acertos de publicação do meu livro, finalmente ficou pronto, se houver interesse em adquirir um exemplar é só acessar o site clubedeautores.com.br, lá basta digitar o nome do autor, Marcos Brando, ou o nome do livro, As Razões das Pedras, outra forma é ir a algum site de busca e digitar o nome do autor ou do livro.
Apesar de estar publicado e já ser possível adquir, só farei o lançamento em 2010, enquanto isto vou contando com o apoio de amigos e simpatizantes para ajudar a divulgá-lo.
Um abraço.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Nascer e Morrer
Três são os momentos cruciais na vida e na morte de uma pessoa, na vida o primeiro é quando ela nasce,
é neste momento que pela primeira vez você faz as pessoas sorrirem, porém não compartilha deste sorriso, o segundo momento é quando você se casa, e pela segunda vez você faz a pessoas que te amam sorrirem, desta vez você compartilha deste sorriso, o terceiro momento é quando coloca no mundo outra vida, e pela terceira vez você faz as pessoas que te amam sorrir e neste momento você também compartilha deste sorriso, já em relação a morte o primeiro momento é quando você recebe a notícia, neste momento o pranto é compartilhado com os que amam o falecido, este pranto vem misturado com um sentimento de surpresa, na maioria dos casos, e de incredulidade, o segundo momento é quando você recebe o corpo, neste momento você percebe que realmente aconteceu e compartilha o choro com um número maior de pessoas que gostavam do falecido, e o terceiro momento é quando você vê a terra cobrindo o caixão, aí você compartilha este momento muitos, mas o pranto só resta a alguns e neste caso você pode ser aquele que ampara ou aquele que é amparado, ou ainda aquele que permanece no cemitério até o fim. Teremos em pouco tempo algumas perdas que fará com que o mundo passe por sensações assim, é claro que por ser tratar de personalidades públicas, não se pode garantir as mesmas etapas, mas a comoção mundial é algo que também merece respeito, por mostrar o valor daquela pessoa, não pretendo que este texto seja lido como uma premonição, mas é inevitável que isto aconteça.
é neste momento que pela primeira vez você faz as pessoas sorrirem, porém não compartilha deste sorriso, o segundo momento é quando você se casa, e pela segunda vez você faz a pessoas que te amam sorrirem, desta vez você compartilha deste sorriso, o terceiro momento é quando coloca no mundo outra vida, e pela terceira vez você faz as pessoas que te amam sorrir e neste momento você também compartilha deste sorriso, já em relação a morte o primeiro momento é quando você recebe a notícia, neste momento o pranto é compartilhado com os que amam o falecido, este pranto vem misturado com um sentimento de surpresa, na maioria dos casos, e de incredulidade, o segundo momento é quando você recebe o corpo, neste momento você percebe que realmente aconteceu e compartilha o choro com um número maior de pessoas que gostavam do falecido, e o terceiro momento é quando você vê a terra cobrindo o caixão, aí você compartilha este momento muitos, mas o pranto só resta a alguns e neste caso você pode ser aquele que ampara ou aquele que é amparado, ou ainda aquele que permanece no cemitério até o fim. Teremos em pouco tempo algumas perdas que fará com que o mundo passe por sensações assim, é claro que por ser tratar de personalidades públicas, não se pode garantir as mesmas etapas, mas a comoção mundial é algo que também merece respeito, por mostrar o valor daquela pessoa, não pretendo que este texto seja lido como uma premonição, mas é inevitável que isto aconteça.quarta-feira, 24 de junho de 2009
Ângulo de Visão
A melodia mais bonita, mas doce é aquela que desejamos ouvir, aquela que agrada, e assim, infelizme
nte também é a verdade, existem muitas verdades, mas estamos sempre propenso a aceitarmos apenas a verdade mais bonita, mais doce ou seja, aquela que vai nos agradar, mas se fizermos uma análise na história da humanidade perceberemos muitas verdades que se tornaram mentiras, e em nome desta "verdade" quantas injustiça foram cometidas, hoje eu ainda me pergunto; quantas vezes, ainda, acenderemos a fogueira da inquisição em nome da "verdade", talvez as labaredas desta fogueira diminuirá quando aprendermos que toda verdade possui dois lados assim como uma moeda, e só conseguiremos descobrir qual o melhor lado se buscarmos sem estarmos tendenciosos, porém não se descobre à verdade através de um cara ou coroa, e nem precisa se ter a sapiência de Salomão para isto, apenas o coração e a mente aberta para que na busca pela verdade saibamos identificá-la quando a encontrar, pois muitas vezes reconhecê-la não é tarefa muito fácil, acredito que na verdade a verdade é uma mentira muito bem contada.
nte também é a verdade, existem muitas verdades, mas estamos sempre propenso a aceitarmos apenas a verdade mais bonita, mais doce ou seja, aquela que vai nos agradar, mas se fizermos uma análise na história da humanidade perceberemos muitas verdades que se tornaram mentiras, e em nome desta "verdade" quantas injustiça foram cometidas, hoje eu ainda me pergunto; quantas vezes, ainda, acenderemos a fogueira da inquisição em nome da "verdade", talvez as labaredas desta fogueira diminuirá quando aprendermos que toda verdade possui dois lados assim como uma moeda, e só conseguiremos descobrir qual o melhor lado se buscarmos sem estarmos tendenciosos, porém não se descobre à verdade através de um cara ou coroa, e nem precisa se ter a sapiência de Salomão para isto, apenas o coração e a mente aberta para que na busca pela verdade saibamos identificá-la quando a encontrar, pois muitas vezes reconhecê-la não é tarefa muito fácil, acredito que na verdade a verdade é uma mentira muito bem contada.quinta-feira, 4 de junho de 2009
Palmatória da alma
Muitas vezes temos sentimentos ruins em relação às pessoas, mas não percebemos que só pensamos
a respeito do outro aquilo que somos capazes de fazer, pode parecer estranho mas quando sentimos ciúmes, por exemplo, estamos confessando que no lugar da pessoa amada poderíamos fazer exatamente aquilo que tememos que seja feito, quando desconfiamos de alguém é a mesma coisa, e assim por diante, portanto se uma pessoa quiser se conhecer melhor, precisa antes conhecer seus sentimentos em relação aos seus amados e aos seus inimigos, no início pode ser difícil aceitar certas características que depositava apenas no outro, mas chegará um momento em que começará a entender, é neste momento que iniciará o equilíbrio do seu consciente com o subconsciente, mas no final descobrirá um espelho refletindo a sua personalidade, uma personalidade que nem mesmo você sabia que possuía, quer goste, quer não, somente depois de descobrirmos quem realmente somos que poderemos viver em harmonia aceitando as diferenças, pois nesta fase elas já mais não existirão.
a respeito do outro aquilo que somos capazes de fazer, pode parecer estranho mas quando sentimos ciúmes, por exemplo, estamos confessando que no lugar da pessoa amada poderíamos fazer exatamente aquilo que tememos que seja feito, quando desconfiamos de alguém é a mesma coisa, e assim por diante, portanto se uma pessoa quiser se conhecer melhor, precisa antes conhecer seus sentimentos em relação aos seus amados e aos seus inimigos, no início pode ser difícil aceitar certas características que depositava apenas no outro, mas chegará um momento em que começará a entender, é neste momento que iniciará o equilíbrio do seu consciente com o subconsciente, mas no final descobrirá um espelho refletindo a sua personalidade, uma personalidade que nem mesmo você sabia que possuía, quer goste, quer não, somente depois de descobrirmos quem realmente somos que poderemos viver em harmonia aceitando as diferenças, pois nesta fase elas já mais não existirão.quinta-feira, 14 de maio de 2009
Psicologia e Jogos Eletrônicos
Os jogos eletrônicos (vídeo games, computadores, etc...) contribuem para o desenvolvimento intelectual ou contribuem para a formação de adultos menos huma
nizados? Esta é uma discussão polêmica e que deveria ser provocada por entidades educacionais juntamente com profissionais da área de psicologia, informática e adultos adeptos deste tipo de diversão. Acredito que existam jogos com uma tendência muito forte de estímulo a violência, por outro lado também existem jogos que contribuem para estimular o raciocínio, portanto é fundamental que em uma discussão desta seja levado em conta as duas situações, o que eu vejo de lógico em tudo isto é a certeza de que os pais precisam acompanhar seus filhos e, por que não?, jogar também com eles pois assim poderá entender melhor a influência do jogo, assim como, se os professores passarem a discutir este assunto com os alunos poderão saber mais, e não posso deixar de fazer um questionamento; assim como os filmes são julgados e censurados, os jogos também deveriam passar por uma avaliação?
nizados? Esta é uma discussão polêmica e que deveria ser provocada por entidades educacionais juntamente com profissionais da área de psicologia, informática e adultos adeptos deste tipo de diversão. Acredito que existam jogos com uma tendência muito forte de estímulo a violência, por outro lado também existem jogos que contribuem para estimular o raciocínio, portanto é fundamental que em uma discussão desta seja levado em conta as duas situações, o que eu vejo de lógico em tudo isto é a certeza de que os pais precisam acompanhar seus filhos e, por que não?, jogar também com eles pois assim poderá entender melhor a influência do jogo, assim como, se os professores passarem a discutir este assunto com os alunos poderão saber mais, e não posso deixar de fazer um questionamento; assim como os filmes são julgados e censurados, os jogos também deveriam passar por uma avaliação?quinta-feira, 7 de maio de 2009
Trabalho Infantil e Trabalho Infantil
Em def
esa da criança criou-se a lei que impede o trabalho infantil, acredito que devemos fazer uma leitura do que se pretendia quando a referida lei foi criada, também não apoio a exploração do trabalho infantil, mas deveríamos discutir o que realmente se entende por exploração e o que se entende por trabalho infantil, eu mesmo trabalhei quando criança, fato que me fez crescer muito como pessoa e quando digo crescer não estou afirmando que queimei etapas, brinquei de carrinho de rolimã, pipa, peão, piques, etc...
esa da criança criou-se a lei que impede o trabalho infantil, acredito que devemos fazer uma leitura do que se pretendia quando a referida lei foi criada, também não apoio a exploração do trabalho infantil, mas deveríamos discutir o que realmente se entende por exploração e o que se entende por trabalho infantil, eu mesmo trabalhei quando criança, fato que me fez crescer muito como pessoa e quando digo crescer não estou afirmando que queimei etapas, brinquei de carrinho de rolimã, pipa, peão, piques, etc... Por que aceitamos uma criança trabalhando na TV e não aceitamos uma criança vendendo picolé? Seria hipocrisia ou choque de interesses? Em todos dois casos existe o trabalho infantil, sendo que no trabalho na TV a pressão psicológica é bem maior, e quantas crianças saem de casa aos 12 anos, foi o caso, por exemplo, do jogador de futebol Alexandre Pato, para jogar fora de seu estado e em alguns casos fora do país, será que a lei atinge também estas crianças, ou o fato de terem salário que daria para comprar fábricas de picolé os habilita a não serem inclusos nesta discussão? Talvez mais importante do que esta lei seria criar meios para garantir que as crianças não tenham as etapas da vida queimada, e isto é possível através de uma educação com a maior participação dos pais.
Posso dizer que qualquer atividade que a criança possa fazer sem trazer prejuizo social, psiquico, físico e não comprometa sua integridade moral e à sua formação e que, por outro lado, traga crescimento como ser humano não deveria ser interpretada como exploração infantil, é claro que os vencimento percebidos pela criança deveria ser bem fiscalizado para que nenhum adulto utilize deste para benefício que não de interesse do menor.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Giz de Pólvora
Hoje vivemos um momento tenso no que diz respeito ao sistema educacional, muitas são as reportagens de violência ocorridas no âmbito escolar, a família talvez deva estar mais presente, os professores talvez tenham que saber conduzir melhor a situação e o governo também tem que estar mais inserido neste processo. Devemos ter a preocupação em entender o que se passa na cabeça do agressor para podermos entender de fato todo o cenário, existe agressão gratuita? Só se o agressor tiver problema mental, temos que assumir nossa responsabilidade também enquanto sociedade, o que temos feito além de assistirmos aos noticiários? Hoje não dá para o professor continuar com a pedagogia do cuspe e giz, precisa ir muito além para tornar a aula mais interessante, por outro lado a família não pode apenas colocar os filhos em frente a tv e esperar que ela seja educada por alí, não é mais o Sítio do Pica-pau Amarelo e nem o Castelo Ra-tim-bum que elas assistem, e por sua vez, os nossos governantes não podem simplesmente acreditar que as aulas estão sendo bem ministrada, simplesmente pelo fato de ter Laboratório de Informática Educativa na escola, biblioteca, etc... precisa ter um acompanhamento mais eficaz e mais competente, de forma a suprir as necessidades dos educadores e dos educandos com intuito de melhorar a qualidade do ensino-aprendizagem. Se não tomarmos uma atitude agora, teremos medo de mandarmos nossos netos para a escola, e buscaremos meios de educá-los em casa, ou quem sabe vamos retroceder e teremos as igrejas fazendo novamente este papel? Não quero que minhas palavras sejam vistas como vidência, mas sim como tentativa de evitar uma evidência.
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