segunda-feira, 4 de maio de 2020

Isolamento, uma olimpíada que iremos vencer



O mundo está vivendo um momento muito delicado, todos sabemos; mas vamos pensar que estamos vivendo em meio a uma olimpíada, onde a regra principal é ficar em casa ou sair com todos os cuidados, mas nesta olimpíada não terá prêmio para o 3º lugar, não terá prêmio para o 2º lugar, pois todos iremos romper a fita imaginária do isolamento juntos, o mundo será nosso pódio, seremos todos campeões, sei que tivemos muitas perdas, mas é exatamente para honrar estas perdas que devemos continuar firmes e demonstrar que nada disto foi em vão. Tem uma coisa que é necessário guardar neste momento, façam estoques de abraços, guardem todos os seus abraços, os meus estão guardados, sei que no dia 22 de maio não será possível, mas quando tudo isso acabar, vou dar todos os meus abraços, mas vou querer receber muitos também; e agora, parafraseando Chico Buarque, “Agora eu era o rei, era o bedel e era também juiz, e pela minha lei a gente era obrigado a ser feliz”.

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Abraços Guardados


Há gerações que cresceram acostumadas com o contato físico afetuoso; que dançavam juntos e até de rosto colado, bons tempos; a atual geração está adaptada a uma vida no mundo virtual, mas todas as gerações gostam de um aperto de mão, de um abraço, de um beijo... pois estes prazeres nos são apresentados desde do nosso nascimento. Quando garoto, ouvia de vez em quando que alguma conhecida da família estava em quarentena; era um momento de confraternização e de muita alegria, as pessoas visitavam a família, sobretudo o bebê e a mulher que acabara de dar a luz e, naquele momento, os avós eram as personagens de participação fundamental; atualmente a quarentena não nos traz os mesmos sinônimos, os avós desta vez não podem embalar os bebês, não podem confraternizar com as visitas; os netos deixaram de ser um presente para se tornar uma ameaça.
Uma parte da população, agora vivendo em um isolamento, está se adaptando a uma vida virtual, independente da geração; outra parte, aquela que não possui acesso a este tipo de “vida” está tendo que recriar um ambiente familiar que torne menos penoso o afastamento social.
Algumas palavras tem sido ditas repetidamente nos veículos de comunicação, “pandemia, epicentro, fique em casa...”; sem dúvidas estamos todos envolvidos em um clima muito diferente da quarentena do meu tempo de garoto; quando tudo isso passar muito provavelmente o mundo não será mesmo, pode ser que sejam criados epicentro do abraço, epicentro do carinho, epicentro do afeto… e aí a mensagem talvez seja; não fique em casa, saia e abrace.
Seria muito bom poder dizer que amanhã as pessoas poderão se reunir nas praças, nos clubes, em suas casas para darem os abraços que estão guardados; por mais triste que seja seria bom pra muita gente até mesmo ouvir que podem fazer o funeral das pessoas que lhes são próximas, mas diferente da quarentena do meu tempo de menino que tinha data de início e fim, estamos lidando com incertezas, pois mesmo quando tivermos a notícia que estamos livres; como iremos agir? Será que este distanciamento ira nos aproximar ou será que teremos medo de nos manifestar afetuosamente? Será que aprenderemos que o maior estoque que temos que fazer em momentos como este é o de humanidade? E como as pessoas irão reconstruir suas vidas? São questões subjetivas para as quais só teremos respostas quando pudermos viver a concretude do final deste período.
Independente da geração todos já aprendemos que qualquer que seja a classe social, a etnia, o sexo, a idade…. Estamos expostos aos mesmos efeitos e necessitamos utilizar os meios disponíveis para que o período seja vencido sem maiores prejuízos, no que diz respeito ao estado psicológico de cada um, pois se no início disto tudo algumas pessoas eram ilhas hoje somos um arquipélago.
Talvez aprendamos que não requer contato físico o ato de estender aos mãos; que o mundo está em uma olimpíada onde a regra principal é o isolamento onde cada um de nós é um juiz e ao final o pódio terá que ser do tamanho do mundo pois todos queremos estar lá, todos estaremos lá e como prêmio todos poderão dar para o outro o que está guardado todo este tempo; abraços, abraços e abraços.

terça-feira, 21 de abril de 2020

M de mãe, M de mulher


Mães, mãe menina, mãe madura, mãe madame, mãe mendiga, mães, mães mulheres mulheres mães, minha mãe Maria, mulher magnífica, misericordiosa, minha mulher Maria, mãe mandona, marrenta mas manhosa, meiga, minhas maninhas, mulheres molecas, malandrinhas…. maluquinhas mesmo. Muitas mulheres muitas mães, merecem muitos marços, muitos maios… merecem muito mais meses. Mãe, maínha, mamis, mama, mother, muitas maneira, mencionaria muito mais, minha mestra, majestade, mulher maravilha. Misóginos machucam mulheres, maltratam mães…. monstros miseráveis... muitas mães, muitas mulheres, mostram-se mártires... mães municipais, mães mundiais, muitas mereceriam moedas marcadas mencionando, mães mulheres mil, mil? Mixaria, migalha, melhor milhões. Mãe, mulher, missão melindrosa, mas maravilhosa, missão mágica, mantém modéstia, mantém maestria, mesmo mediante moléstia, maledicência, mostram-se muito mais metódicas meramente mensurando momentos, mas manifestando-se moderadamente. Mães morrem, minha mãe morreu, mas minha mente mantém momentos marcantes, minha memória minha muleta; meu mandamento, mantenham melhores momentos, momentos memoráveis, mães merecem. Mentalizemos, mães, madrastas, mulheres, maridos, mancebos, meninos, meninas, mãos mutuamente mobilizadas marchando, manifestando-se, mães, mulheres, mundo maiúsculo, mundo melhor; mulheres maíuscula, mães maiúscula, mundo melhor. Manifestação milagrosa. Mães, mulheres, merecem mesmo muitas manifestações, mantém mistérios, mistérios mirabolantes, modificando-se minunciosamente… menina, moçoila, mulher, mãe, magnífica metamorfose. Mães, metaforicamente minhas melodias, minhas músicas, meu mundo... minhas mães.

domingo, 17 de setembro de 2017

A Fada de Algodão

Olá Pessoal,

Está previsto para final de outubro/17, no Brasil e em Portugal, a publicação do meu livro A Fada de Algodão, o lançamento deverá acontecer em novembro deste ano, divulgarei a data do evento, quem não puder comparecer poderá adquirir o livro nas livrarias físicas ou online. Conto com vocês.





sábado, 5 de março de 2016

A Vale A



Avaliei antes, avalio agora, avaliarei amanhã; avaliar, avaliar avaliar... avaliamos alunos adolescentes, alunos adultos.... admitamos; algumas avaliações abandonam as articulações autênticas, acessórios ali apropriados ao avaliador, assim apelo: aumento ao afeto, aumento a afinidade; atributos aqui absolutos às análises, às averiguações; atos, antes avessos ao aprendizado; antigamente aulas!?, aprendizado!?, apenas aos alunos afortunados,... agora; aos aborígenes..., aos afros..., açoite, açoite; alguns aprendiam assistindo aulas, alguns aprendiam apanhando, açoitados, agonizando... acudidos, amparados, atendidos artificialmente após a abolição... aos antepassados apenas agricultura, algodão, açoites, acreditava-se; apanhar acalma a alma; após a Áurea ainda acontecia abandono, agressividade, acomodamos? Alienamo-nos? Acostumamos a apanhar? Absurdo! Após a Áurea andamos afoitos, agitados; afirmo aqui, agora acordamos! Agora acreditamos, aconteceremos! algumas ações ajudam a amenizar as angústias; autoridades! ações afirmativas, aspas, ações afirmativas abonam, apagam atitudes atribuídas aos algozes antigos? Alguns avaliadores acomodam-se, alguns até arrependem-se, alguns aprendem avaliar; avaliem as atitudes árduas, aconteceram ações assassinas! Ações absurdas, ações autoritárias autoridades! Alunos agora apresentam aptidões antes adormecidas; alguns alunos afrontam aulas adversas a acontecimentos atuais; ameaçam arrancar antecipadamente a atenção; abaixo as aulas antipáticas! abaixo a algumas aflições! aposentem ações antiquadas! adicionem amor, alegria, atenção, afetividade, apoio..., ao anexarmos adjetivos apropriados às avaliações abertas, aferiremos assim a autonomia; a almejada autonomia, a autenticidade; antes alimentávamos as angústias, adoecíamos, agora aprendemos a abrir as algemas, arrancar as amarras, amadurecemos, amanhã aprenderemos a amar aos algozes, aos avaliadores arcaicos; amanhã, apenas amanhã, aí até algozes absolvidos aprenderão a amar, assim anunciaremos, agora aprendemos a avaliar. Abraços aos avaliadores, aos avaliadores antenados; abraços aos amigos, abraços aos alunos.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Pedagogiando



Por que Pedagogo? Por que Professor? Pedagogo pedagogo, Professor professor, porém professor, pedagogo, pais, podem promover projetos preparando pessoas para poderem praticar políticas públicas, pois políticas privadas privilegiam pequena parte populacional, progresso prejudicado, padronizar porém pode parecer proibição, pode parecer passar pelo problema propondo perspectivas pouco prováveis, podemos preparar provas para persuadir, provas para personificar pessoas? Proibido! Proibido pressionar, pois precisamos permanentemente pesquisar procedimentos psicológicos para propiciar personalidade. Professor, pedagogo, pais podem pagar preço pesado por preparem pessoas preguiçosas, pessoas presunçosas, pacatas... perigoso pois provavelmente podem proporcionar políticos para praticarem politicagens, políticos pelos palanques prometendo paraíso para professores, pedagogos, pais; parem, podem parar! Podemos pressentir palhaçadas; propomos participação positiva para partilhar pensamentos, propomos PNE, precisamos porém pavimentar percursos por planos, PIB, pré-sal... posso perguntar? Progrediremos? Posso, portanto proferir, Piúma pode, pautados por planos, parâmetros, planejamentos, por pluridisciplinaridade propiciar projetos, programas... pois professor, pedagogo, pais podem palpitar, preparando palavra por palavra, parágrafo por parágrafo, página por página, porque precisamos paciência, persistência, perseverança, precisamos paixão por práticas pedagógicas para pensarmos projetos, para pregarmos pensamentos, precisamos Piagets, Paulos, PROUNIS, please, please, precisamos procurar parcerias... pensemos: Piúma pode, professores podem, pedagogos podem, pais podem... permitam-me propor para Piumenses, para pessoas pensantes; Piúma pode progredir pois possue professores, pedagogos, pais prontos para produzir painéis pregados por problemas porém preenchido por persistências pactuadas pelo projeto político pedagógico, pois projeto político pedagógico problemático padecerá, pêsames, passado, proponho participação popular para produzirmos projetos progressivos, projetos prestigiados por procedimentos psicolinguísticos, psicossociológicos, psicopedagógicos... presunção? Pode parecer, pode parecer poesia; primamos pelo presente, porém poderemos prever paisagens pintadas por processo participativo, pinturas prazerosas para população. Pessoas pronunciarão, Piúma pôde, Piúma pode, Piúma Poderá; posso parecer paranoico porém pronunciarei: parabéns professores, parabéns pais, puxa!!! Parabéns Piúma.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Músicas Onomatopédicas


Estamos vivendo uma era onde as novas gerações possuem acessos a tecnologias que a minha nem mesmo sonhava, mas me deparo diante de uma incógnita; seria a cultura atual mais rica do que as de outrora? Por ser cultura um campo vasto vamos nos ater apenas no campo musical, as vezes fico na dúvida se estou ficando velho e por isto não consigo alcançar as intenções de alguns compositores que conseguem fazer sucesso com letras que nomeio de músicas quase onomatopédicas, ou se realmente estas músicas não trazem mensagem que valha a pena fazer uma análise e buscam apenas o objetivo de produzir um meio para propor um entretenimento e ao mesmo tempo melhorar consideravelmente o saldo bancário dos envolvidos em músicas com letras como: Ei sei fazer um lê lê lê, Eu quero tchu eu quero tcha, É o tche tche rê rê tê tê, Bará bará bará berê berê berê.
Não sou favorável a censura, mas acredito que as escolas podem e devem fazer um trabalho que leve o aluno pensar a música como uma forma de cultura na melhor essência da palavra, devemos sim mostrar que a letra é tão importante quanto o ritmo, pois eram exatamente através das letras musicais que os artistas se manifestavam para lutar contra a ditadura, isto foi muito importante para que conseguíssemos a liberdade de expressão que temos, mas ainda me questiono se a ditadura acabou ou se ainda existe de forma velada, pois o que vejo são indústrias fonográficas determinando quem vai fazer sucesso, posso citar como exemplo as duplas sertaneja que cada ano somos surpreendidos por uma na ponta do sucesso, nada contra estas duplas até por que existem muitas duplas com letras inteligentes com verdadeiras poesias, mas precisava citá-las como exemplo para poder acrescentar que a indústria fonográfica utilizou de outra metodologia e resolveu apostar nos cantores solo; Gustavo Lima, Luan Santana, Michel Teló, etc, algumas duplas percebendo ou orientadas pelo sistema acabaram se dissolvendo e se lançaram solo também; bom mas em dupla ou em solo a referida indústria está investindo mesmo nas músicas onomatopédicas, então se quisermos fazer sucesso deveremos fazer composições repletas de tic tac, ou toc toc.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

O Diálogo e a Maturidade


Quando o diálogo e a maturidade se dão as mãos produzem como resultado o entendimento; até chegarmos ao tão sonhado entendimento passamos por percalços que podem abalar as estruturas se estas não estiverem bem alicerçadas e estes alicerces são construídos juntamente com a formação educacional de cada cidadão, em face a uma boa educação estaremos mais preparados a conduzir e nos deixar conduzir em um diálogo que beneficiará a relação e a esta forma de condução é o que chamo de maturidade, mas infelizmente atingir a idade adulta não é sinônimo de ser maduro. O adulto mal alicerçado acaba deturpando muitas vezes o processo de entendimento pois no meio do caminho tenta induzir o interlocutor a concordar com suas colocações, mas até mesmo isto faz parte de um crescimento que ocorre quando, sem hipocrisia, aceita-se os seus erros pois é desta forma que se acerta. Você já buscou o diálogo com o seu desafeto? O diálogo trouxe um entendimento? Por que? Estas questões podem ajudá-lo a conviver melhor com o outro e também com o seu eu. Pense nisto.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Medo de ser Homem

Muitos adolescentes compadecem deste medo e acabam se utilizando do artifício de tentar ser o mais engraçado da turma, as vezes conseguem e as vezes acabam se tornando “o bobo da corte”, o que em muitos casos serve como apropriação dos mais espertos para transformá-los em chacotas; assim acaba surgindo o que chamo de bullying consensual proposto pelo subconsciente, claro que este tipo de bullying também deve ser rechaçado ao mesmo tempo em que deve-se fazer um trabalho psicopedagógico com os alunos, vítimas de sua própria covardia e das ações daqueles que arraigados de uma perversidade que até poderemos chamar de infantil se aproveitou da fraqueza alheia, em relação aos praticantes destes atos há de se fazer um trabalho em que culmine com a percepção do mal causado, não só a quem diretamente tenha sido vítima mas também à família da mesma, pois nenhum pai quer ver seu filho achacado e quando este percebe que a situação se deu por falta de ou por atitudes que corroboram para o evento, acaba se sentindo fracassado e impotente pois geralmente está tão comovido com a situação que não sabe como agir e na maioria das vezes utiliza expressões ofensivas diante da teimosia natural de adolescente. Ao se fazer um trabalho voltado para este tipo de realidade é fácil perceber que as vítimas em sua grande maioria são adolescentes dotados de uma inteligência invejável ao passo que os provocadores do ato nem sempre possuem discernimento entre os seus atos e as consequências destes.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O Álibi

Tive a honra de ter este texto publicado no livro Voz do Professor em 2005, uma produção UFES ne@ad/cre@ad

Ana Alice era uma professora que quase sempre esquecia de fazer a chamada, um dia comentou com sua colega:
_ Esqueci de fazer a chamada do 3º A.
_ Deixa de ser boba, coloque presença para todos e pronto.
_ É isto mesmo que vou fazer.
Isto acabou tornando uma praxe na vida de Ana Alice. Nesta turma havia um adolescente de índole nada confiável, Paulo, que nutria um certo rancor pelo filho da professora, o Luís, que também estudava na escola, aliás na mesma turma. O motivo do desafeto era Cristina, com quem Luís mantinha um namoro e que outrora fora namorada de Paulo. Um dia Paulo e Luís faltaram as aulas e durante este período Ana Alice recebeu a visita de um policial com a triste notícia do assassinato de seu filho, Luís. O principal suspeito, Paulo, com quem, inclusive, a polícia encontrara a arma do crime, uma faca suja de sangue; foi a julgamento e tudo pesava a favor de sua condenação quando o advogado de defesa proferiu as seguintes palavras:
_ Meritíssimo, Senhores jurados, gostaria de fazer umas perguntas ao diretor daquela instituição de ensino.
O juiz concedeu.
_ Srº João, o senhor como diretor daquela escola pode me dizer o que é isto que está em minhas mãos?
Disse isto mostrando um diário de classe e assim respondeu o diretor.
_ Só mais uma pergunta, de quem é este diário?
_ Da professora Ana Alice, mas onde o senhor quer chegar...
_ Meritíssimo gostaria de dispensar o Sr João, muito obrigado Sr João, e gostaria que dona Ana Alice se aproximasse para analisar o diário.
_ Protesto meritíssimo, retrucou o promotor de justiça.
_ Só quero esclarecer os fatos meritíssimo.
_ Protesto recusado, ditou o juiz. Prossiga.
_ Dona Ana Alice de quem é este diário?
_ Qual a relação disto com a morte do meu filho? Perguntou em prantos.
_ Dona Ana por favor responda a pergunta do advogado, por favor doutor repita; espero que tenha fundamento toda esta situação criada - Disse em tom ameaçador o juiz.
_ Dona Ana Alice de quem é este diário?
_ É meu - respondeu a professora.
_ Senhores jurados, não preciso de mais perguntas, pois todos aqui sabem muito bem que o diário de classe é onde estão pautadas a vida do aluno, vamos dar uma olhada no dia 08/11/2004.
_ Peço aos senhores para darem uma olhada no número 23, digam-me, refere-se ao nome Paulo Antunes dos Reis?
Os jurados confirmaram balançando a cabeça positivamente.
_ Peço uma última coisa aos senhores, o número 23, ou seja, Paulo Antunes dos Reis está com presença neste dia?
Novamente os jurados confirmaram.
_ Então senhores, não resta dúvida que meu cliente é inocente pois consta nos autos que a vítima foi assassinada às sete e trinta da manhã do dia 08/11/2004 e como os senhores disseram, o meu cliente estava neste horário, aliás das sete as nove, uma que vez dona Ana Alice lecionou duas aulas seguidas, portanto peço que Paulo, que já foi inocentado por dona Ana ao confirmar ser a professora responsável pelo diário, seja também inocentado por vocês.
Depois de muito se discutir o juiz deu o veredicto.
O jovem Paulo Antunes dos Reis foi inocentado com unanimidade dos votos. Um ano depois a professora Ana Alice viajava pelo estado dando palestra sobre a importância de se fazer chamada.



terça-feira, 17 de maio de 2011

Universo do Leitor


Muitos educadores tentam encontrar um meio de despertar o prazer pela leitura nos educandos, mas talvez deva-se levar em consideração que o gosto pela leitura esteja diretamente ligado ao universo do leitor, nas séries iniciais estes educandos possuem um conhecimento empírico quase uniforme, o que possibilita generalizar o objetivo em relação à literatura, por isto o progresso nesta área seja melhor atingido nesta fase; depois que atingem uma certa idade o universo passa a ser variado pois cada educando conquista conhecimentos diversos e consequentemente interesses diferentes, assim o correto nesta fase seria indicar textos que façam parte do seu mundo. Na verdade não existe uma receita para se motivar o hábito da leitura mas este é um caminho.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Desevolução romântica


Na vida existem vários momentos poéticos, romântico mesmo, porém esta poesia era muito mais gritante em outros tempos, tempo onde o casal flertava, onde o homem cruzava o salão para convidar a dama para dançar, também era poesia quando a dama dava a chamada tábua, tempos onde o homem usava dos mais variados recursos para conquistar sua amada, os amigos eram amigos no sentindo mais puro da palavra, "amigo de fé e irmão camarada", e hoje, por que estamos nos distanciando desta poesia? O que impede que dancemos de rosto colado com a namorada e falamos palavras bonitas ao seu ouvido?
Não é proibido "ficar" com ninguém, antigamente o nome era paquerar, o sentido é o mesmo pois nos dois casos fica implícito que não existe um compromisso sério, mas mesmo para paquerar havia todo um ritual romântico diferentemente do ficar de hoje que só depois é que vão perguntar o nome e etc... A poesia mudou ou eu e toda minha geração ficamos caretas? Quem ou o que proporcionou esta mudança? Quando jovens pensávamos até que poderíamos mudar o mundo e os jovens de hoje têm lutado por qual causa?
Temo que esta desevolução, espero estar errado ao empregar este termo, torne a vida de meus filhos e meus netos menos prazerosa, por isto seja você da geração cola-cola ou da geração nintendo, não importa, ame, mas ame com toda a verdade do seu coração.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Válvula de escape

Muitas vezes buscamos nos apoiar em outras pessoas para poder suportar de forma menos dura algumas situações a que somos submetidos, mas não paramos para pensar que quando buscamos estes apoios, na maioria das vezes, estamos usando o outro de uma maneira bastante egoísta, sem se dar conta que tal sentimento possa ter aflorado de dentro da gente, e esta situação ocorre não só quando partimos para um outro relacionamento amoroso, mas até mesmo quando tomamos a atitude de adotarmos uma criança, pois na maioria das vezes pensamos como aquela criança poderá ser importante para nós, e em geral não nos perguntamos o quão importante podemos ser para ela, nem que seja por uma só vez, sempre chega o momento em que seu sentimento em relação ao adotado é colocado à prova, e é neste instante que descobrirá se o seu sentimento não era apenas uma válvula de escape.

domingo, 22 de novembro de 2009

A ALMA DO NEGÓCIO


Oi pessoal, fiquei um tempo sem publicar nenhum artigo no blog, pois estava envolvido em outros eventos, entre eles os acertos de publicação do meu livro, finalmente ficou pronto, se houver interesse em adquirir um exemplar é só acessar o site clubedeautores.com.br, lá basta digitar o nome do autor, Marcos Brando, ou o nome do livro, As Razões das Pedras, outra forma é ir a algum site de busca e digitar o nome do autor ou do livro.
Apesar de estar publicado e já ser possível adquir, só farei o lançamento em 2010, enquanto isto vou contando com o apoio de amigos e simpatizantes para ajudar a divulgá-lo.

Um abraço.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Nascer e Morrer

Três são os momentos cruciais na vida e na morte de uma pessoa, na vida o primeiro é quando ela nasce, é neste momento que pela primeira vez você faz as pessoas sorrirem, porém não compartilha deste sorriso, o segundo momento é quando você se casa, e pela segunda vez você faz a pessoas que te amam sorrirem, desta vez você compartilha deste sorriso, o terceiro momento é quando coloca no mundo outra vida, e pela terceira vez você faz as pessoas que te amam sorrir e neste momento você também compartilha deste sorriso, já em relação a morte o primeiro momento é quando você recebe a notícia, neste momento o pranto é compartilhado com os que amam o falecido, este pranto vem misturado com um sentimento de surpresa, na maioria dos casos, e de incredulidade, o segundo momento é quando você recebe o corpo, neste momento você percebe que realmente aconteceu e compartilha o choro com um número maior de pessoas que gostavam do falecido, e o terceiro momento é quando você vê a terra cobrindo o caixão, aí você compartilha este momento muitos, mas o pranto só resta a alguns e neste caso você pode ser aquele que ampara ou aquele que é amparado, ou ainda aquele que permanece no cemitério até o fim. Teremos em pouco tempo algumas perdas que fará com que o mundo passe por sensações assim, é claro que por ser tratar de personalidades públicas, não se pode garantir as mesmas etapas, mas a comoção mundial é algo que também merece respeito, por mostrar o valor daquela pessoa, não pretendo que este texto seja lido como uma premonição, mas é inevitável que isto aconteça.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Ângulo de Visão

A melodia mais bonita, mas doce é aquela que desejamos ouvir, aquela que agrada, e assim, infelizmente também é a verdade, existem muitas verdades, mas estamos sempre propenso a aceitarmos apenas a verdade mais bonita, mais doce ou seja, aquela que vai nos agradar, mas se fizermos uma análise na história da humanidade perceberemos muitas verdades que se tornaram mentiras, e em nome desta "verdade" quantas injustiça foram cometidas, hoje eu ainda me pergunto; quantas vezes, ainda, acenderemos a fogueira da inquisição em nome da "verdade", talvez as labaredas desta fogueira diminuirá quando aprendermos que toda verdade possui dois lados assim como uma moeda, e só conseguiremos descobrir qual o melhor lado se buscarmos sem estarmos tendenciosos, porém não se descobre à verdade através de um cara ou coroa, e nem precisa se ter a sapiência de Salomão para isto, apenas o coração e a mente aberta para que na busca pela verdade saibamos identificá-la quando a encontrar, pois muitas vezes reconhecê-la não é tarefa muito fácil, acredito que na verdade a verdade é uma mentira muito bem contada.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Palmatória da alma

Muitas vezes temos sentimentos ruins em relação às pessoas, mas não percebemos que só pensamos a respeito do outro aquilo que somos capazes de fazer, pode parecer estranho mas quando sentimos ciúmes, por exemplo, estamos confessando que no lugar da pessoa amada poderíamos fazer exatamente aquilo que tememos que seja feito, quando desconfiamos de alguém é a mesma coisa, e assim por diante, portanto se uma pessoa quiser se conhecer melhor, precisa antes conhecer seus sentimentos em relação aos seus amados e aos seus inimigos, no início pode ser difícil aceitar certas características que depositava apenas no outro, mas chegará um momento em que começará a entender, é neste momento que iniciará o equilíbrio do seu consciente com o subconsciente, mas no final descobrirá um espelho refletindo a sua personalidade, uma personalidade que nem mesmo você sabia que possuía, quer goste, quer não, somente depois de descobrirmos quem realmente somos que poderemos viver em harmonia aceitando as diferenças, pois nesta fase elas já mais não existirão.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Psicologia e Jogos Eletrônicos

Os jogos eletrônicos (vídeo games, computadores, etc...) contribuem para o desenvolvimento intelectual ou contribuem para a formação de adultos menos humanizados? Esta é uma discussão polêmica e que deveria ser provocada por entidades educacionais juntamente com profissionais da área de psicologia, informática e adultos adeptos deste tipo de diversão. Acredito que existam jogos com uma tendência muito forte de estímulo a violência, por outro lado também existem jogos que contribuem para estimular o raciocínio, portanto é fundamental que em uma discussão desta seja levado em conta as duas situações, o que eu vejo de lógico em tudo isto é a certeza de que os pais precisam acompanhar seus filhos e, por que não?, jogar também com eles pois assim poderá entender melhor a influência do jogo, assim como, se os professores passarem a discutir este assunto com os alunos poderão saber mais, e não posso deixar de fazer um questionamento; assim como os filmes são julgados e censurados, os jogos também deveriam passar por uma avaliação?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Trabalho Infantil e Trabalho Infantil

Em defesa da criança criou-se a lei que impede o trabalho infantil, acredito que devemos fazer uma leitura do que se pretendia quando a referida lei foi criada, também não apoio a exploração do trabalho infantil, mas deveríamos discutir o que realmente se entende por exploração e o que se entende por trabalho infantil, eu mesmo trabalhei quando criança, fato que me fez crescer muito como pessoa e quando digo crescer não estou afirmando que queimei etapas, brinquei de carrinho de rolimã, pipa, peão, piques, etc...
Por que aceitamos uma criança trabalhando na TV e não aceitamos uma criança vendendo picolé? Seria hipocrisia ou choque de interesses? Em todos dois casos existe o trabalho infantil, sendo que no trabalho na TV a pressão psicológica é bem maior, e quantas crianças saem de casa aos 12 anos, foi o caso, por exemplo, do jogador de futebol Alexandre Pato, para jogar fora de seu estado e em alguns casos fora do país, será que a lei atinge também estas crianças, ou o fato de terem salário que daria para comprar fábricas de picolé os habilita a não serem inclusos nesta discussão? Talvez mais importante do que esta lei seria criar meios para garantir que as crianças não tenham as etapas da vida queimada, e isto é possível através de uma educação com a maior participação dos pais.

Posso dizer que qualquer atividade que a criança possa fazer sem trazer prejuizo social, psiquico, físico e não comprometa sua integridade moral e à sua formação e que, por outro lado, traga crescimento como ser humano não deveria ser interpretada como exploração infantil, é claro que os vencimento percebidos pela criança deveria ser bem fiscalizado para que nenhum adulto utilize deste para benefício que não de interesse do menor.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Giz de Pólvora

Hoje vivemos um momento tenso no que diz respeito ao sistema educacional, muitas são as reportagens de violência ocorridas no âmbito escolar, a família talvez deva estar mais presente, os professores talvez tenham que saber conduzir melhor a situação e o governo também tem que estar mais inserido neste processo. Devemos ter a preocupação em entender o que se passa na cabeça do agressor para podermos entender de fato todo o cenário, existe agressão gratuita? Só se o agressor tiver problema mental, temos que assumir nossa responsabilidade também enquanto sociedade, o que temos feito além de assistirmos aos noticiários? Hoje não dá para o professor continuar com a pedagogia do cuspe e giz, precisa ir muito além para tornar a aula mais interessante, por outro lado a família não pode apenas colocar os filhos em frente a tv e esperar que ela seja educada por alí, não é mais o Sítio do Pica-pau Amarelo e nem o Castelo Ra-tim-bum que elas assistem, e por sua vez, os nossos governantes não podem simplesmente acreditar que as aulas estão sendo bem ministrada, simplesmente pelo fato de ter Laboratório de Informática Educativa na escola, biblioteca, etc... precisa ter um acompanhamento mais eficaz e mais competente, de forma a suprir as necessidades dos educadores e dos educandos com intuito de melhorar a qualidade do ensino-aprendizagem.
Se não tomarmos uma atitude agora, teremos medo de mandarmos nossos netos para a escola, e buscaremos meios de educá-los em casa, ou quem sabe vamos retroceder e teremos as igrejas fazendo novamente este papel? Não quero que minhas palavras sejam vistas como vidência, mas sim como tentativa de evitar uma evidência.