quarta-feira, 13 de junho de 2012

O Diálogo e a Maturidade


Quando o diálogo e a maturidade se dão as mãos produzem como resultado o entendimento; até chegarmos ao tão sonhado entendimento passamos por percalços que podem abalar as estruturas se estas não estiverem bem alicerçadas e estes alicerces são construídos juntamente com a formação educacional de cada cidadão, em face a uma boa educação estaremos mais preparados a conduzir e nos deixar conduzir em um diálogo que beneficiará a relação e a esta forma de condução é o que chamo de maturidade, mas infelizmente atingir a idade adulta não é sinônimo de ser maduro. O adulto mal alicerçado acaba deturpando muitas vezes o processo de entendimento pois no meio do caminho tenta induzir o interlocutor a concordar com suas colocações, mas até mesmo isto faz parte de um crescimento que ocorre quando, sem hipocrisia, aceita-se os seus erros pois é desta forma que se acerta. Você já buscou o diálogo com o seu desafeto? O diálogo trouxe um entendimento? Por que? Estas questões podem ajudá-lo a conviver melhor com o outro e também com o seu eu. Pense nisto.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Medo de ser Homem

Muitos adolescentes compadecem deste medo e acabam se utilizando do artifício de tentar ser o mais engraçado da turma, as vezes conseguem e as vezes acabam se tornando “o bobo da corte”, o que em muitos casos serve como apropriação dos mais espertos para transformá-los em chacotas; assim acaba surgindo o que chamo de bullying consensual proposto pelo subconsciente, claro que este tipo de bullying também deve ser rechaçado ao mesmo tempo em que deve-se fazer um trabalho psicopedagógico com os alunos, vítimas de sua própria covardia e das ações daqueles que arraigados de uma perversidade que até poderemos chamar de infantil se aproveitou da fraqueza alheia, em relação aos praticantes destes atos há de se fazer um trabalho em que culmine com a percepção do mal causado, não só a quem diretamente tenha sido vítima mas também à família da mesma, pois nenhum pai quer ver seu filho achacado e quando este percebe que a situação se deu por falta de ou por atitudes que corroboram para o evento, acaba se sentindo fracassado e impotente pois geralmente está tão comovido com a situação que não sabe como agir e na maioria das vezes utiliza expressões ofensivas diante da teimosia natural de adolescente. Ao se fazer um trabalho voltado para este tipo de realidade é fácil perceber que as vítimas em sua grande maioria são adolescentes dotados de uma inteligência invejável ao passo que os provocadores do ato nem sempre possuem discernimento entre os seus atos e as consequências destes.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O Álibi

Tive a honra de ter este texto publicado no livro Voz do Professor em 2005, uma produção UFES ne@ad/cre@ad

Ana Alice era uma professora que quase sempre esquecia de fazer a chamada, um dia comentou com sua colega:
_ Esqueci de fazer a chamada do 3º A.
_ Deixa de ser boba, coloque presença para todos e pronto.
_ É isto mesmo que vou fazer.
Isto acabou tornando uma praxe na vida de Ana Alice. Nesta turma havia um adolescente de índole nada confiável, Paulo, que nutria um certo rancor pelo filho da professora, o Luís, que também estudava na escola, aliás na mesma turma. O motivo do desafeto era Cristina, com quem Luís mantinha um namoro e que outrora fora namorada de Paulo. Um dia Paulo e Luís faltaram as aulas e durante este período Ana Alice recebeu a visita de um policial com a triste notícia do assassinato de seu filho, Luís. O principal suspeito, Paulo, com quem, inclusive, a polícia encontrara a arma do crime, uma faca suja de sangue; foi a julgamento e tudo pesava a favor de sua condenação quando o advogado de defesa proferiu as seguintes palavras:
_ Meritíssimo, Senhores jurados, gostaria de fazer umas perguntas ao diretor daquela instituição de ensino.
O juiz concedeu.
_ Srº João, o senhor como diretor daquela escola pode me dizer o que é isto que está em minhas mãos?
Disse isto mostrando um diário de classe e assim respondeu o diretor.
_ Só mais uma pergunta, de quem é este diário?
_ Da professora Ana Alice, mas onde o senhor quer chegar...
_ Meritíssimo gostaria de dispensar o Sr João, muito obrigado Sr João, e gostaria que dona Ana Alice se aproximasse para analisar o diário.
_ Protesto meritíssimo, retrucou o promotor de justiça.
_ Só quero esclarecer os fatos meritíssimo.
_ Protesto recusado, ditou o juiz. Prossiga.
_ Dona Ana Alice de quem é este diário?
_ Qual a relação disto com a morte do meu filho? Perguntou em prantos.
_ Dona Ana por favor responda a pergunta do advogado, por favor doutor repita; espero que tenha fundamento toda esta situação criada - Disse em tom ameaçador o juiz.
_ Dona Ana Alice de quem é este diário?
_ É meu - respondeu a professora.
_ Senhores jurados, não preciso de mais perguntas, pois todos aqui sabem muito bem que o diário de classe é onde estão pautadas a vida do aluno, vamos dar uma olhada no dia 08/11/2004.
_ Peço aos senhores para darem uma olhada no número 23, digam-me, refere-se ao nome Paulo Antunes dos Reis?
Os jurados confirmaram balançando a cabeça positivamente.
_ Peço uma última coisa aos senhores, o número 23, ou seja, Paulo Antunes dos Reis está com presença neste dia?
Novamente os jurados confirmaram.
_ Então senhores, não resta dúvida que meu cliente é inocente pois consta nos autos que a vítima foi assassinada às sete e trinta da manhã do dia 08/11/2004 e como os senhores disseram, o meu cliente estava neste horário, aliás das sete as nove, uma que vez dona Ana Alice lecionou duas aulas seguidas, portanto peço que Paulo, que já foi inocentado por dona Ana ao confirmar ser a professora responsável pelo diário, seja também inocentado por vocês.
Depois de muito se discutir o juiz deu o veredicto.
O jovem Paulo Antunes dos Reis foi inocentado com unanimidade dos votos. Um ano depois a professora Ana Alice viajava pelo estado dando palestra sobre a importância de se fazer chamada.



terça-feira, 17 de maio de 2011

Universo do Leitor


Muitos educadores tentam encontrar um meio de despertar o prazer pela leitura nos educandos, mas talvez deva-se levar em consideração que o gosto pela leitura esteja diretamente ligado ao universo do leitor, nas séries iniciais estes educandos possuem um conhecimento empírico quase uniforme, o que possibilita generalizar o objetivo em relação à literatura, por isto o progresso nesta área seja melhor atingido nesta fase; depois que atingem uma certa idade o universo passa a ser variado pois cada educando conquista conhecimentos diversos e consequentemente interesses diferentes, assim o correto nesta fase seria indicar textos que façam parte do seu mundo. Na verdade não existe uma receita para se motivar o hábito da leitura mas este é um caminho.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Desevolução romântica


Na vida existem vários momentos poéticos, romântico mesmo, porém esta poesia era muito mais gritante em outros tempos, tempo onde o casal flertava, onde o homem cruzava o salão para convidar a dama para dançar, também era poesia quando a dama dava a chamada tábua, tempos onde o homem usava dos mais variados recursos para conquistar sua amada, os amigos eram amigos no sentindo mais puro da palavra, "amigo de fé e irmão camarada", e hoje, por que estamos nos distanciando desta poesia? O que impede que dancemos de rosto colado com a namorada e falamos palavras bonitas ao seu ouvido?
Não é proibido "ficar" com ninguém, antigamente o nome era paquerar, o sentido é o mesmo pois nos dois casos fica implícito que não existe um compromisso sério, mas mesmo para paquerar havia todo um ritual romântico diferentemente do ficar de hoje que só depois é que vão perguntar o nome e etc... A poesia mudou ou eu e toda minha geração ficamos caretas? Quem ou o que proporcionou esta mudança? Quando jovens pensávamos até que poderíamos mudar o mundo e os jovens de hoje têm lutado por qual causa?
Temo que esta desevolução, espero estar errado ao empregar este termo, torne a vida de meus filhos e meus netos menos prazerosa, por isto seja você da geração cola-cola ou da geração nintendo, não importa, ame, mas ame com toda a verdade do seu coração.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Válvula de escape

Muitas vezes buscamos nos apoiar em outras pessoas para poder suportar de forma menos dura algumas situações a que somos submetidos, mas não paramos para pensar que quando buscamos estes apoios, na maioria das vezes, estamos usando o outro de uma maneira bastante egoísta, sem se dar conta que tal sentimento possa ter aflorado de dentro da gente, e esta situação ocorre não só quando partimos para um outro relacionamento amoroso, mas até mesmo quando tomamos a atitude de adotarmos uma criança, pois na maioria das vezes pensamos como aquela criança poderá ser importante para nós, e em geral não nos perguntamos o quão importante podemos ser para ela, nem que seja por uma só vez, sempre chega o momento em que seu sentimento em relação ao adotado é colocado à prova, e é neste instante que descobrirá se o seu sentimento não era apenas uma válvula de escape.

domingo, 22 de novembro de 2009

A ALMA DO NEGÓCIO


Oi pessoal, fiquei um tempo sem publicar nenhum artigo no blog, pois estava envolvido em outros eventos, entre eles os acertos de publicação do meu livro, finalmente ficou pronto, se houver interesse em adquirir um exemplar é só acessar o site clubedeautores.com.br, lá basta digitar o nome do autor, Marcos Brando, ou o nome do livro, As Razões das Pedras, outra forma é ir a algum site de busca e digitar o nome do autor ou do livro.
Apesar de estar publicado e já ser possível adquir, só farei o lançamento em 2010, enquanto isto vou contando com o apoio de amigos e simpatizantes para ajudar a divulgá-lo.

Um abraço.